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sábado, 15 de outubro de 2011

Eu sou

Sou a luz dos seus olhos
que brilha no escuro
O cais onde me abrigo
Meu porto seguro
sou o sorriso em seus lábios
O calor do seu corpo
A vontade mais intensa
De tudo que sinto e não vejo,
Sou seu segredo mais perfeito
O que sempre quis e não tive
A vontade que em si reside
E que a todo instante em mim revive
Sou seu desejo mais secreto
A saudade que te prnde
O encantamento de meus dias
A chama que acende
e Nada mais posso sonhar
além de estar na sua vida
O meu infinito desejo de te amar

sábado, 8 de outubro de 2011

Teu corpo

Do teu corpo um mapa,
teu corpo que me leva ao meu.
Teu corpo...
Teu corpo é raiz
rasgando a terra nua
do meu sexo
Teu corpo é vertical
onde os meus dedos tocam as distâncias
desses milimetricos deleites em forma de poros,
Teu corpo é diálogo sem palavras
O grito em ressonância
no meu espaço.
É tudo que eu preciso agora,
é tudo que por mim é mais amado.

quinta-feira, 31 de março de 2011

invasões bárbaras

É noite de lua - rosno. Uivo para o céu. Deixo no ar o cheiro agridoce da concha venusiana onde deságua minha alma. É meu cantar para o sátiro - meu convite à dança.
Aproximação. Um início de delicadeza. Mas te quero bruto - pele embaixo das unhas, gosto de sangue na boca, um pouco de dor onde pulsa a vida nesse instante. Faço-me cadela. Culpa dessa outra maldita que reverbera nas paredes do meu corpo. Solto o verbo sujo em teus ouvidos e passo a língua em teu rosto, teu nome, teu desejo. De pelos eriçados - qual bicho - deixo-lhe o cio marcado na pele das coxas - nos pelos da virilha. E te quero forte, lento, fundo. Quero aspereza, crueza, um pouco de hostilidade. Invasão, barbárie, curra. Porque não tenho medo - tenho vida. Porque agora - nessas horas em que violentas meu mundo - sinto vibrar o coração entre as pernas.